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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Veja o mundo através de um olho biônico

Por Luciana Galastri em 29.11.2010 as 11:26


Você já imaginou usar um olho biônico? Essa simulação do Centro de Excelência em Tecnologia da Austrália, recria o que os pacientes poderiam ver se tivessem um aparelho desses instalado.

O “olho biônico” é um microchip, desenvolvido pela Bionic Vision Australia, que irá ajudar a devolver a visão para pessoas com distrofia de retina – um problema no qual os fotoreceptores da retina, as células sensíveis à luz, levando à cegueira.

Quando é implantado na parte posterior dos olhos, o aparelho substitui as células danificadas, e envia as informações necessárias para células transmissoras, que formam a visão em conjunto com o cérebro.

Os testes irão começar em 2013. Se parece longe para você, confira esse vídeo com um homem cego que recuperou a visão após ter um aparelho similar implantado.
 

Mundo pode ficar 4 °C mais quente até 2060

Por Luciana Galastri em 29.11.2010 as 11:54 

Pesquisadores do Reino Unido declararam que o mundo pode ficar até 4 °C mais quente até 2060. Isso devastaria a floresta amazônica e acabaria com os ciclos das monções. Agora a Royal Society publicou um estudo detalhando como o mundo ficaria com esse aumento de temperatura.

As secas, como se pode imaginar, seriam muito mais freqüentes. A questão da água é um grande problema. Como a população irá crescer já teremos disputas sobre as reservas de água naturalmente. Mas se, além disso, a temperatura aumentar, as secas tornarão a situação ainda mais crítica.

A África subsaariana irá ter uma menor produção agrícola. Graças às secas e às mudanças climáticas, a produção de grãos na região irá cair 47% – e levando em conta que os habitantes da região já passam fome com os níveis de produção atual, esse índice é muito alarmante.

O clima diferente, o aumento dos níveis de água do mar e a falta de água potável irão fazer com que muitas pessoas precisem migrar. No entanto, os mais pobres não teriam condições e precisariam se adaptar a condições extremas.

Então devemos nos conscientizar de nossas ações e, principalmente, cobrar ações mais ecológicas de políticos e empresários. Por mais pequena que uma atitude possa parecer agora, tendo em vista esse futuro assustador, ela, com certeza, irá fazer a diferença.
NewScientist


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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Brasileiro descobre substância que retarda envelhecimento

Pesquisador descobriu que a enzima Sirt3, produzida dentro das células, está ligada à produção de radicais livres

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo

Foto: Getty Images

Na imagem em amarelo claro estão as mitocôndrias celulares, onde a enzima Sirt 3 atua

Há quase um século já se sabia que dietas pouco calóricas reduziam o envelhecimento de animais. No entanto o motivo nunca foi muito claro. Mas pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, liderados por um geneticista brasileiro, conseguiram finalmente explicar a relação entre o envelhecimento e uma menor ingestão de alimentos: o corte calórica ativa a produção da Sirt3, uma enzima na mitocôndria, que por sua vez, diminui a quantidade de radicais livres. A descoberta vai gerar novos estudos em busca de novas drogas que possam retardar o envelhecimento.

“Finalmente estamos identificando o que media o envelhecimento. Ainda não descobrimos a poção da juventude, precisamos saber se o efeito da Sirt3 vai ser tão dramático em outros tecidos como o cardíaco, cerebral e da pele”, disse ao iG Tomas Prolla, brasileiro, professor do departamento de genética da universidade e autor do estudo a ser publicado na próxima edição da revista científica Cell.

A Sirt3 pertence a grupo das enzimas sirtuinas, que têm sido apontadas em estudos anteriores como chave no processo de envelhecimento, regulando a transcrição de genes, morte celular programada e resistência ao estresse em situações com pouca caloria. Nos mamíferos, incluindo humanos, há sete sirtuinas que parecem ter forte influência no envelhecimento.

O estudo é o primeiro a provar os efeitos do envelhecimento observados em situações de restrição de calorias. A Sirt3 age na mitocôndria, estrutura celular que produz energia e que é fonte dos chamados radicais livres - que destroem as células e promovem os efeitos do envelhecimento. A pesquisa do grupo de Prolla mostrou que quando esta a célula está em condições de baixa caloria, a enzima tem seus níveis ampliados, o que interfere no metabolismo celular e resulta em menor produção de radicais livres pela mitocôndria.

Em testes de laboratório com ratos foram estudados dois grupos: um normal e outro geneticamente alterado para não produzir a Sirt3. Todos os animais sofreram redução de 25% das calorias em suas dietas. Mas só aqueles que apresentavam a enzima tiveram prolongamento de 40% em relação à expectativa de vida. Para isso, o grupo mediu a capacidade auditiva dos ratos – com a idade, assim como os humanos, os roedores tendem a perder a audição. Nos ratos que produziam maiores quantidades de Sirt3 por causa da restrição de calorias, ela não se alterava ao longo do tempo.

De acordo com Prolla, o próximo passo da pesquisa é construir animais com várias cópias da enzima e analisar o comportamento de sua ativação em outros tecidos. "Ninguém consegue viver bem por muito tempo com redução calórica de 25%, por exemplo. O que a gente quer na verdade, é criar substâncias sintéticas ou naturais que ativem esta enzima e consequentemente inibam a oxidação das células", disse.


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Descoberto primeiro planeta de outra galáxia

dn.sapo.pt
por FILOMENA NAVES
Planeta orbita estrela de uma galáxia anã, que foi engolida pela Via Láctea.




Desde que o primeiro planeta extra-solar foi descoberto em 1995 pelo suíço Michel Mayor, várias equipas de astrónomos, incluindo de Portugal, já conseguiram identificar quase 500 destes novos mundos, todos eles nativos da nossa própria galáxia. Agora, astrónomos europeus descobriram pela primeira vez um mundo que é mesmo do outro mundo.

Trata-se de um planeta extra-solar que também é extra-galáctico. Embora o HIP 13044b, como foi designado, esteja dentro da Via Láctea, ele é oriundo de uma outra galáxia que há mais de seis mil milhões de anos foi engolida pela nossa. A descoberta é publicada hoje na revista Science.

"É uma descoberta fantástica", disse Rainer Klement, do Instituto Max Planck, que teve a ideia de estudar aquela região da Via Láctea. "Pela primeira vez, detectámos um sistema planetário numa corrente estelar de origem extra-galáctica", notou o investigador. "Devido às grandes distâncias envolvidas", explicou ainda, "não há detecções confirmadas de planetas noutras galáxias, mas esta fusão cósmica [a absorção da galáxia anã pela Via Láctea] trouxe um planeta extra-galáctico até ao nosso alcance".

A estrela que foi observada pela equipa, a HIP 13044, está a dois mil anos-luz da Terra, na constelação de Fornax. O planeta que a orbita, e que agora foi descoberto, é apenas 1,25 vezes maior do que Júpiter, o maior planeta do sistema solar.

Uma particularidade desta descoberta é que ela foi feita no âmbito de um estudo que pretende encontrar exoplanetas na órbita de estrelas já próximas do final da sua vida. É exactamente esse o caso da HIP 13044, que já passou pela fase de gigante vermelha, em que a estrela se expande, depois de ter esgotado o combustível de hidrogénio do seu núcleo. Ao expandirem-se, as gigantes vermelhas engolem os planetas mais próximos na sua órbita, o que significa que o planeta agora identificado não estava ao alcance dessa voragem. Ele é aliás um dos raros planetas conhecidos sobreviventes de um processo deste tipo, o que o torna duplamente interessante.

Nesta altura, a estrela entrou já num outro patamar do seu fim de vida: já se contraiu e está agora a queimar o hélio que lhe resta dentro do núcleo.

Para detectar o planeta, os astrónomos contabilizaram as ínfimas oscilações na luz da estrela, produzidas pela passagem do planeta na sua frente. Isso exigiu medições de grande precisão, que só se tornaram possíveis graças à utilização de um espectrógrafo de alta definição, que está instalado num dos telescópios do European Southern Observatory (ESO), em La Silla, no deserto de Atacama, no Chile.

O estudo preliminar mostra que ele é um gigante gasoso, como a maioria dos descobertos até hoje.


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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cientistas descobrem como fazer sangue a partir da pele

Da Agência Fapesp

Um grupo de cientistas do Canadá descobriu como fazer sangue a partir da pele. Os pesquisadores conseguiram converter fibroblastos humanos diretamente em geradores de sangue, sem a necessidade de que as células passem por um estágio pluripotente (de diferenciação para um tecido).

A novidade foi descrita em artigo publicado neste domingo (7) no site da revista Nature.

A capacidade de reprogramar células em um estado pluripotente tem sido limitada pela falta de compreensão do processo por meio do qual essas células se especializam.

Mickie Bhatia e colegas da Universidade McMaster usaram o fator de transcrição OCT4 junto com um tratamento específico com citocinas (proteínas ou peptídeos que podem ser produzidos por diversas células) para gerar, em laboratório, progenitores capazes de dar origem a uma ampla gama de células sanguíneas maduras.

As células foram derivadas diretamente de fibroblastos de tecido conjuntivo, sem que primeiramente ocorresse a pluripotência. Ou seja, foi possível obter sangue a partir da pele sem precisar do estágio intermediário de produzir células pluripotentes a partir de células-tronco da pele.

Segundo os autores, a conquista poderá levar ao desenvolvimento de fontes de células para aplicações clínicas. No futuro, pacientes que precisem de sangue para cirurgia, tratamento de câncer, anemia ou outra condição poderão ser capazes de ter o sangue criado a partir de células de sua própria pele. O grupo estima começar testes clínicos a partir de 2012.

“Mostramos que o processo funciona com o uso da pele humana e agora queremos melhorar o processo. Pretendemos começar a trabalhar no desenvolvimento de outros tipos de células humanas a partir da pele”, disse Bhatia.

Segundo o cientista, o método foi testado por diversas vezes nos últimos dois anos, com pele de pessoas jovens, adultas e idosas, demonstrando que funciona para qualquer idade.

O artigo Direct conversion of human fibroblasts to multilineage blood progenitors (doi: 10.1038/nature09591), de Mickie Bhatia e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.


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